quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Antissocialismo Parte 3/12



 Dando continuidade ao documento sobre antissocialismo, aqui está um outro depoimento que retrata de forma diferente ao anterior ,uma história ligada à solidão. Para quem não acompanhou os textos anteriores ou deseja relê-los, segue-se os links abaixo:

PARTE 1                                     PARTE 2


"Olá, meu nome é Carla, boa na escrita, ruim no diálogo, sou antissocial. A minha história de vida não é tão interessante, este é o problema, ela não tem anda demais. Desde criança nunca tive amigos, minha família se mudava muito por consequência do trabalho do meu pai, então, não conseguia me socializar, nunca passei mais de um ano em um mesmo colégio. Me acostumei com isso, deixei a timidez me dominar e sempre foi assim. Hoje com 19 anos ainda creio que tenha a chance de socializar-se com as outras pessoas mas por mais que isso aconteça, me sinto confortável no cantinho da minha solidão. Me sinto melhor sozinha, prefiro assim, não sei conversar com as pessoas, não sei como puxar assunto e me sinto constrangida ao falar com qualquer um, vejo o antissocialismo como um defeito, algo ruim que está em mim, mas as vezes, ele é o meu melhor amigo, pois me ajuda a aceitar a situação do jeito que ela é, ao invés de encará-la, o que é mais difícil.
Por ser antissocial, tenho mais dificuldades ao encarar problemas como tristeza, mágoas, decepção, depressão, pois não tenho amigos para me apoiar, e mesmo que tivesse, não conseguiria me abrir para eles. O fato de ser tão sozinha e encarar tudo com máxima independência me fez ser uma pessoa mais fria e egoísta. Também tenho meus apegos, gosto muito de livros e fotografias, estes dois itens estão presentes em todos os meus dias, em toda minha vida.
Finjo não se importar com o que os outros dizem, mas cada palavra que falam sobre mim, machuca. Sofro calada, vivo calada, isso é o que mais desejaria mudar em mim. Gostaria de viver a juventude de uma bela garota, sorridente e extrovertida."

 Análise do depoimento:

 Como podemos perceber, Carla sempre foi antissocial e se acostumou a ser assim, um detalhe importante é a clareza com relação a dependência que o ser humano tem de se socializar. Quem vive só, passa por isso e a cada dia que passa fica mais difícil mudar e se livrar disso. O antissocialismo é uma força que suga a capacidade de interação/entrosamento aos poucos.

 Carla tem um desejo: ser uma jovem sorridente e extrovertida, mas na solidão que está nunca conseguirá, é preciso quebrar as barreiras mais resistentes, superar os obstáculos mais intensos, é preciso parar de ser antissocial.

 Carla é uma garota ainda jovem, não chegou nem aos vinte anos, tem grandes chances de melhorar e alcançar o seu objetivo, diferente de Marcos, no primeiro depoimento.



 Um detalhe importante e que deve ser estudado, é que mesmo nos braços da solidão, Carla se apega à algo. O ser humano tem a necessidade de se apegar, isso é um fato, mas não se refere totalmente a pessoas próximas (amigos, parentes), no caso de Carla, ela se apegou a objetos materiais, como livros e fotografias, além é claro, do conhecimento passado pelos livros e das lembranças guardadas nas fotografias. Assim ocorre o antissocialismo por meio da solidão. Nos próximos textos estudaremos outros fatores e consequências do mundo antissocial.

 Continue lendo através do link:


By: Zetrusk

2 comentários:

  1. o ser humano é social, não adianta a pessoa querer não ser. de um jeito ou de outro vai precisar.

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